sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Busca Da Felicidade

 Quando pensas em ser feliz no que pensas exatamente?  "Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos." Já dizia Shakespeare. 
 Acho que se sabe universalmente que não somos felizes, estamos felizes em certos momentos efêmeros, pois sempre há algo a mais. Algo que vale a pena lutar agora. A vitória de ontem é o suspiro de amanhã. Mas pelo que vale a pena lutar? Dinheiro, status, coisas materiais? Amor, família, momentos bons? Felicidade é um termo muito vago. Almejar certa felicidade (conquista) é deitar no travesseiro á noite e deixar sua mente fluir neste tempo futuro, ou se relembrar de algo, alguém ou um tempo que não mais existe, mas em que você era feliz. Era feliz e não sabia. Era feliz comparado ao presente. 
 Acredito que passo muito tempo infeliz por nada. Nada de necessário me falta. Mas há um buraco em minha alma, se é que ela lá está. Um buraco que me impede de aproveitar a vida plenamente, pois sempre me remeto á ele nos raros momentos em que me sinto completa e absolutamente feliz. Eles são raros mesmo. Mas acho que eu gosto de não me contentar, de não estar feliz, de estar sempre com a sensação do vazio. Talvez seja a natureza humana mesmo. Ou só a minha natureza. Ou seria um fardo?
 Me acostumei a não ser o 100%. Como ouvi em uma música outra vez : Você pode ficar viciado em um certo tipo de tristeza. Não quero que sentam pena de mim, não é essa a intenção. Quero refletir sobre o que me cerca, o jeito que toco a vida, que sempre parece estar caminhando ao nada, ao vazio, ao buraco. E recomendo que faças o mesmo quando puder. Reflita. Reflita para se conhecer, pois um homem que não se conhece, não vale um tostão furado.

sábado, 19 de outubro de 2013

Divagações da meia noite #1 - Felicidade e o teatro da vida

Olá seres humanos! Cá estou eu com mais um post, faz tempo que não apareço por aqui... Enfim, ontem de madrugada fiquei discutindo sobre várias coisas, como o comportamento do ser humano na sociedade atual, a busca pela felicidade e porque esta é tão frequentemente relacionada ao consumismo e outras divagações.
 ''Dinheiro não traz felicidade'' mas será mesmo? Acredito que dependa muito da pessoa. Conforme já foi dito aqui no blog várias vezes, somos muito influenciados pelo meio em que vivemos. Quando eu era menor, eu tinha uma ideia de mundo já se formando, e quando cresci, me deparei com uma realidade completamente diferente daquela que eu acreditava ser real. As noções de felicidade, de costumes e de como reagir em certas situações foram totalmente distorcidas.
 Assim, se você acredita em algo como sendo felicidade mas a sociedade te impõe algo diferente, você tem que ''ir com a maré''. Penso nisso como se todos estivéssemos atuando em um teatro. Todos se envolvem bastante, a maioria até demais, e atuamos por tanto tempo que muitos esquecem que é apenas um teatro, e a fina máscara de plástico usada para interpretar seu personagem acaba se tornando uma espessa máscara de madeira. Onde quero chegar com tudo isso?
 A felicidade que nos é imposta está, obviamente, ligada ao consumismo. Então por que muitos, ao alcançarem a riqueza material, não se tornam plenamente felizes? O teatro os envolve tanto, que esquecem quem realmente são, e acabam por não conseguir mais tirar a máscara, mas o seu verdadeiro eu não deixou de existir. Existem os poucos que sempre usarão a fina máscara de plástico, pois não permitem que o teatro roube sua identidade. Existem também aqueles que nasceram para atuar, e esses realmente encontram sua felicidade em dinheiro.
 Bom, com isso quero dizer que é necessário encontrar o equilíbrio entre ''ir com a maré'' e não se deixar ser levado pela mesma. Não podemos nos perder e reprimir tudo aquilo que outros julgam errado, mas precisamos realmente de uma generosa dose de ''ir com a maré''. Afinal, se ficarmos questionando tudo e todos não conseguiremos viver em sociedade, ficaremos loucos e insuportáveis.
 Não estou dizendo para ficarem pensando a cada momento se aquilo realmente é felicidade, se aquilo realmente é você e essas viadagens. Vivam aquele momento da forma que for te fazer feliz, e pode ter certeza de que ficar se questionando o tempo todo NÃO vai te fazer feliz. Só digo isso para que de vez em quando, eventualmente, pensem por um minutinho sobre isso, se não estão se deixando levar demais, e se isso não vai te foder depois.

Acho que já deu por hoje. Sinto que este post está parecido com algum outro... Mas enfim, só quero reforçar novamente que é REALMENTE NECESSÁRIO viver em sociedade e seguir suas regras, mas é também importante encontrar o equilíbrio entre a sua mente e aquilo que lhe é imposto.
~Death~

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Confissões de um feio


 Tenho pensado muito sobre o assunto "Beleza" recentemente, por que é de fato intrigante. Pense bem: Desde pequeno você é tachado devido ao seu grau de beleza. Logo no primário os(as) bonitos(as) já tem suas "namoradinhas"e seus vários amigos, enquanto este ou aquele fica meio de escanteio por não ser "aquela Brastemp". Mas o que eu quero dizer é que isso se dá naturalmente, ninguém diz á criança para excluir/ser amigo desse ou daquele, ele faz isso espontâneamente. E á partir disso vem a parte do molde: Cada um se encaixa perfeitamente no modo que é determinado ainda na infância. Os feios que foram excluídos geralmente buscam atividades que possam ficar quietos e desempenhar sozinhos como ler, desenhar e jogar videogame, e os "bonitões cheio de amigos" seguem atividades como esportes, sair com os amigos e etc. E o mais esquisito de pensar é que todos se adequeam, e ninguém procura "se rebelar" contra isso, pois não há um porque de o fazer, afinal, eles se encaixam perfeitamente no molde feito pelos outros. E isso é realmente bizarro de se pensar.
 

domingo, 13 de outubro de 2013

Altruísmo de Facebook

Recentemente eu participei de um trabalho voluntário organizado pela minha escola e foi ai que descobri como o ser humano é uma criatura hipócrita de forma inusitada.

Pois bem: O projeto da escola chama-se "Matemática Social", onde (como é possível inferir) vamos a uma escola pública em um bairro pobre e passamos uma tarde ensinado matemática á crianças pequenas de uma forma bem lúdica, através de jogos e brincadeiras. Eu admito que nunca fui muito fã de projetos de caridade, não sei por que, mas acho que é pelo fato de eu não gostar muito de pessoas e achar que todas são irritantes. Ai você leitor (se é que alguém lê isto aqui) deve estar pensando: "Que mesquinho! Desculpa barata para não ajudar quem precisa!". Mas era verdade, eu não curtia muito a ideia. Mas de toda a forma eu fui naquela tarde de quarta-feira até a escola pública. Mas antes mesmo de chegarmos lá, algumas pessoas de um grupo de amigos engajados com este tipo de ação, começaram a discutir sobre o fato de, muitas pessoas que estavam indo também, não terem "Coração Bom" ou "Estarem indo só pela nota"(Nota adicionada a matéria de matemática para aqueles que participassem). Eu acredito que realmente algumas pessoas estavam indo só pela nota, mas pelo que soube de um amigo organizador do movimento, as pessoas estavam realmente preocupadas com a causa até nas piores salas da escola (aquelas em que só tem os repetentes que não ligam pra nada além de mulher, festa e academia). Então você, leitor puritano que se diz a "Reencarnação de Madre Teresa de Calcutá", mas que julga o outro sem conchecê-lo, pega aquele troco a mais que a moça do caixa te dá e faz piada deste ou daquele por ser diferente nisto ou naquilo, seu lugar está guardado. Guardado no Inferno (Se você acredita neste tipo de coisa).

Mas onde o facebook entra nessa história? Bom, após voltarmos da escola naquela tarde, quando fui checar meu facebook, havia milhares de imagens com textos enormes falando sobre a experiência de ter "mudado vidas" e outras baboseiras. Não quero ser rude, insensível, chato e nem desmerecer a ação muito bonita feita. Mas pera um pouco! Ficamos naquela escola apenas 2 horas. Foram só 2 horas não 2 anos no "Médico Sem Fronteiras" na África. Esses caras sim podem escrever textos na internet, dizendo que estão mudados e que fizeram bem a humanidade, mas eles raramente o fazem. Não fazem porque não querem provar nada a ninguém, nem muito menos ganhar "um curtir"da tia-avó pentelha. Eles não querem medalhas, ou méritos. O mérito já lhes foi concedido ao ajudar aquelas pessoas sem esperar NADA em troca. Absolutamente NADA.

Encerro este texto dizendo que no final das contas eu gostei de fazer o trabalho voluntário, e pretendo fazer mais disto. Mas não pra publicar no facebook esperando "opções curtir". Esperarei "muito nada".