Influências
Quem é você? Quem somos nós? Porque somos como somos? O que
faz de você, você?
Você já deve ter
feito essas perguntas a si mesmo. Esse é o proposito deste post, refletir sobre
o que e porque somos.
O ser humano tem, por
natureza, a necessidade de se assemelhar aos seus iguais, e fazer parte de uma
unidade maior, a que chamamos de sociedade. Tomando como ponto de partida este
pensamento, podemos afirmar que somos
produtos do meio, sendo impossível atingir a individualidade absoluta? Se pensarmos
assim realmente somos só um produto do meio, mas e quanto às nossas
individualidades e nossas particularidades? Elas nada representam perante a
sociedade em que vivemos? Gostaria de explicar isso com uma experiência que eu
tive.:
Meus pais são religiosos. Não extremamente ortodoxos ou
radicais mas sempre zelaram por sua religiosidade. Logo fui criado com ideais
cristãos como céu e inferno, pecados capitais, etc. E desses dogmas da igreja
que me foram impostos, o que mais eu lembro era o medo que eu sentia, medo de
ir para o inferno por comer mais um pedaço de carne no almoço (gula) e de ficar
sem fazer nada durante a tarde de sexta - feira ( preguiça). Mas também não
devo ser injusto com meus pais pois eles não ficavam martelando minha mente com
esses assuntos sobre pecados capitais, mas era algo que me ocorria com certa
frequência, principalmente a parte de ir para o inferno – coisa que me
arrepiava os cabelos só de pensar. Portanto eu nunca fui uma criança “arteira”-
como diz minha avó – Eu não fazia nada errado porque eu tinha medo de errar, de
falhar e ter de sofrer para sempre no inferno. Sim no inferno. Mas eu cresci e
mudei, pensei diferente, abri minha mente para novas ideias e teorias e agora
me sinto mais livre para VIVER de um modo geral – sem pensar que eu vou pro
inferno a todo momento.
O que concluo disto é que você é total e absolutamente
influenciado pelo meio em que vive ATÉ a hora em que você se torna consciente
de seus atos e tem capacidade de formular suas próprias ideias e teorias sobre
os assuntos, ou seja, tem uma opinião formada sobre ele, e não é simplesmente
exposto a um determinado tema sem ter um conhecimento aprofundado do mesmo.
E, voltando ao meu exemplo, hoje eu consigo ver isso com
clareza: me bastava um simples empurrão(o conhecimento mais aprofundado), para
eu compreender quem eu realmente era.
Também podemos dizer que uma criança é muito conveniente,
afinal os pais a moldam como quiserem, pois ela não conhecerá outra realidade e
para ela o que lhe mostrarem será a verdade até que o contrário seja provado –
e este é o que eu considero o ponto chave para descrever este “sistema de
influências”, ou seja, você nunca é você até começar a analisar de forma
crítica o mundo em que vive. Então o que proponho é que você reflita sobre o
que te aflige na vida e tente determinar o que é uma simples influência
(determinada por alguém que não necessariamente conhece você) e quem é VOCÊ.
Sim você. Não quem é a influência que você vive ou o papel que não te
representa de verdade, mas sim o real você, o que te representa de verdade –
independentemente de quem ele irá abalar ou magoar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário