quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Gênios

Quem não queria ser um gênio? Saber muito sobre determinado assunto sem precisar de infindáveis horas de estudo, tudo graças a um mero acaso da natureza. Simplesmente "por que sim". Essa, infelizmente, é a definição de gênio que tenho inserida na minha mente.
Eu sou do final dos anos 90 (nasci em 1997) e graças a isso tenho essa definição. "Como assim?" Bom, eu explico: Na geração dos meus pais e avós, tinha-se uma concepção diferente de gênio. Gênio, era aquele que se dedicava tanto a um determinado assunto que se tornava um mestre. Ele não nascia assim. Ele, por vontade própria, se tornava assim. Nada de sorte, acaso e inspiração. Apenas transpiração. Pura e simples dedicação.
Com o passar do tempo, esse conceito se distorceu e tranformou-se até em motivo de chacota. As pessoas tem pena dos "esforçados", ao invés de buscar a inspiração neles. Hoje, o gênio é o sortudo, fruto do acaso, quando sabemos que não é bem assim. Bom, pelo menos os antigos sabem. Sabem que quando tentarem algo pela primeira vez, a chance de falhar é alta, mas que isso não é razão para desistência nem desapontamento.
É lógico que existem casos de gênios por natureza, pessoas novas que já são primores no que exercem, sem esforço. Mas isso é exceção a regra. Eu demorei pra entender isso. Passei muito tempo me "auto-desprezando" por não acertar tudo de primeira sempre. Mas hoje eu finalmente percebo que na realidade, é a prática que leva a perfeição e quem sem esforço não há vitória.
Fica ai o meu apelo para os jovens do século XXI. Abaixo os falsos gênios!

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