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quinta-feira, 24 de julho de 2014
Morte
Morte, óbito, falecimento, passamento, desencarne. Se procurarmos a definição dessas palavras, esta se resume a um processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias para a vida. Mas o que é a Morte para nós pessoas, e não dicionários? Para alguns, é vista como um fim, para outros, como um novo começo.
A maioria de nós vê a morte como algo ruim, uma tragédia imensurável, principalmente quando se trata da morte de algum amigo ou parente próximo. Não são muitos que têm a frieza de ver qualquer morte como apenas mais um estágio da vida, mas acredito que todos gostariam de pensar assim.
Tendo consciência de que um dia morreremos ( a menos é claro, que você seja o alquimista que finalmente conseguirá produzir a maldita pedra filosofal ) nos questionamos sobre o que acontece depois que morremos. Não aceitando um destino no qual tudo simplesmente se tornará um nada, a maioria passa a acreditar na imortalidade, num plano espiritual para onde iríamos após a morte.
Na filosofia socrática, a morte é necessária para que alcancemos o conhecimento pleno. A pessoa seria guiada pelo daimon ( δαίμων) que lhe orientara pelo estágio material, na direção de Hades ( O reino, não o deus) onde ela seria submetida ao julgamento. Muitas outras crenças também descrevem a morte como algo necessário para algum tipo de evolução.
A morte também já foi usada como forma de agradar aos deuses, em vários momentos na história da humanidade. Me refiro, é claro, aos sacrifícios humanos. Até hoje existem pessoas que ainda o praticam. Não só para os deuses, mas também para reis e membros do alto clero. Quando estes morriam, um homem era sacrificado para que este servisse ao morto na próxima vida. .
Para os nórdicos, aqueles que morriam em batalha iriam ou para Valhalla ou para os campos Folkvang da deusa Freyja, e os que morriam de forma vergonhosa, para Hel. Para os egípcios, a alma se desprendia do corpo e o morto era guiado por Anúbis para o Tribunal de Osíris. Para que o morto fosse aprovado, Osíris pesava seu coração em uma balança, e este deveria ser mais leve do que uma pena. Caso reprovado, sua alma seria devorada por Amit.
Mesmo que acreditemos na vida após a morte, reencarnação, etc, ainda assim parecemos temer a morte como se esta fosse o fim. E se for? e se não for? Faz diferença? Se alguém lhe desse, nesse momento, provas irrefutáveis de que a vida simplesmente acaba e tudo se torna um vazio, você mudaria a forma como vive? Ou se lhe fosse provado o contrário, temeria o karma da próxima vida?
Do ponto de vista científico, todos sabemos muito bem que não existem provas concretas de vida após a morte, nem nada parecido.
Também existe um conceito da morte como uma entidade sensível desde o início da história. A associação da imagem com o ceifador está relacionada ao trigo, que representa a vida na Bíblia. Na iconografia ocidental , a morte é geralmente representada como uma figura esquelética , usando um manto preto encapuzado. O nome de ''Anjo da Morte'' também vem da bíblia (em hebráico: מַלְאַךְ הַמָּוֶת Malach HaMavet). E temos também a Morte como o quarto cavaleiro do apocalipse.
Na minha humilde opinião, a morte não é o fim. Concordo também com Sócrates, que o corpo material é algo que nos impede de alcançar o conhecimento pleno( se é que tal coisa existe). Não irei me prolongar demais para não desviar do assunto.
A morte chegará para todos nós, e finalmente teremos a resposta, que será a mesma, independente de nossas crenças.
~Death~
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