Mas o meu ponto é outro: Meu choque foi grande ao encontrar uma sociedade de homens que não ligam para o que pensa aquele ser que ele enfia a língua na garganta, vorazmente, com a razão de aumentar uma lista numérica para contar vantagem na mesa do bar ao final da noitada. Enunciando de maneira tão cientifíca e eloquente, soa banal, não? Pois é. Para mim é no mínimo bizarro. Você se relaciona de maneira íntima com um ser, sem nenhum motivo senão o banal preenchimento de seus prazeres carnais. "Mas isso basta" - Dirão alguns. De fato, a minha verdade não é universal. Se funciona para você, quem sou eu para desmentir. Mas eu simplesmente não vejo o propósito. Só vejo um vazio. Nada com nada. A simples ideia de abordar uma completa estranha na balada e meter a língua em sua goela por alguns momentos de prazer, é no minimo esquisito, ao meu ver. E mesmo quando se engaja uma leve conversação (algo entre um interrogatório em que eu não ligo para as respostas ou um monólogo egocêntrico em que sou desprezado com veemência) ela é vazia e/ou terrivelmente chata.
Considere-me um louco, mas esse é o meu pensamento. Gosto de encontrar mulheres com quem eu possa desfrutar de um boa e substancial conversa, sem medo de falar o que penso. Simplesmente conversar e se for bom, o amor deve ser o além, o "consumador" da relação, e não o contrário. O que nos diferencia uns dos outros é nossa capacidade de raciocínio e interpretação, logo deveria ser nosso principal meio de julgar uns aos outros. Pense nisso na próxima balada e "pegue várias muié".
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