Frase muito boa para reflexão:
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
―Carlos Drummond de Andrade
Este é um blog no qual expressaremos nossas idéias sobre variados assuntos, despidos de preconceitos com religião e outras coisas.
sábado, 2 de novembro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Busca Da Felicidade
Quando pensas em ser feliz no que pensas exatamente? "Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos." Já dizia Shakespeare.
Acho que se sabe universalmente que não somos felizes, estamos felizes em certos momentos efêmeros, pois sempre há algo a mais. Algo que vale a pena lutar agora. A vitória de ontem é o suspiro de amanhã. Mas pelo que vale a pena lutar? Dinheiro, status, coisas materiais? Amor, família, momentos bons? Felicidade é um termo muito vago. Almejar certa felicidade (conquista) é deitar no travesseiro á noite e deixar sua mente fluir neste tempo futuro, ou se relembrar de algo, alguém ou um tempo que não mais existe, mas em que você era feliz. Era feliz e não sabia. Era feliz comparado ao presente.
Acredito que passo muito tempo infeliz por nada. Nada de necessário me falta. Mas há um buraco em minha alma, se é que ela lá está. Um buraco que me impede de aproveitar a vida plenamente, pois sempre me remeto á ele nos raros momentos em que me sinto completa e absolutamente feliz. Eles são raros mesmo. Mas acho que eu gosto de não me contentar, de não estar feliz, de estar sempre com a sensação do vazio. Talvez seja a natureza humana mesmo. Ou só a minha natureza. Ou seria um fardo?
Me acostumei a não ser o 100%. Como ouvi em uma música outra vez : Você pode ficar viciado em um certo tipo de tristeza. Não quero que sentam pena de mim, não é essa a intenção. Quero refletir sobre o que me cerca, o jeito que toco a vida, que sempre parece estar caminhando ao nada, ao vazio, ao buraco. E recomendo que faças o mesmo quando puder. Reflita. Reflita para se conhecer, pois um homem que não se conhece, não vale um tostão furado.
Acho que se sabe universalmente que não somos felizes, estamos felizes em certos momentos efêmeros, pois sempre há algo a mais. Algo que vale a pena lutar agora. A vitória de ontem é o suspiro de amanhã. Mas pelo que vale a pena lutar? Dinheiro, status, coisas materiais? Amor, família, momentos bons? Felicidade é um termo muito vago. Almejar certa felicidade (conquista) é deitar no travesseiro á noite e deixar sua mente fluir neste tempo futuro, ou se relembrar de algo, alguém ou um tempo que não mais existe, mas em que você era feliz. Era feliz e não sabia. Era feliz comparado ao presente.
Acredito que passo muito tempo infeliz por nada. Nada de necessário me falta. Mas há um buraco em minha alma, se é que ela lá está. Um buraco que me impede de aproveitar a vida plenamente, pois sempre me remeto á ele nos raros momentos em que me sinto completa e absolutamente feliz. Eles são raros mesmo. Mas acho que eu gosto de não me contentar, de não estar feliz, de estar sempre com a sensação do vazio. Talvez seja a natureza humana mesmo. Ou só a minha natureza. Ou seria um fardo?
Me acostumei a não ser o 100%. Como ouvi em uma música outra vez : Você pode ficar viciado em um certo tipo de tristeza. Não quero que sentam pena de mim, não é essa a intenção. Quero refletir sobre o que me cerca, o jeito que toco a vida, que sempre parece estar caminhando ao nada, ao vazio, ao buraco. E recomendo que faças o mesmo quando puder. Reflita. Reflita para se conhecer, pois um homem que não se conhece, não vale um tostão furado.
sábado, 19 de outubro de 2013
Divagações da meia noite #1 - Felicidade e o teatro da vida
Olá seres humanos! Cá estou eu com mais um post, faz tempo que não apareço por aqui... Enfim, ontem de madrugada fiquei discutindo sobre várias coisas, como o comportamento do ser humano na sociedade atual, a busca pela felicidade e porque esta é tão frequentemente relacionada ao consumismo e outras divagações.
''Dinheiro não traz felicidade'' mas será mesmo? Acredito que dependa muito da pessoa. Conforme já foi dito aqui no blog várias vezes, somos muito influenciados pelo meio em que vivemos. Quando eu era menor, eu tinha uma ideia de mundo já se formando, e quando cresci, me deparei com uma realidade completamente diferente daquela que eu acreditava ser real. As noções de felicidade, de costumes e de como reagir em certas situações foram totalmente distorcidas.
Assim, se você acredita em algo como sendo felicidade mas a sociedade te impõe algo diferente, você tem que ''ir com a maré''. Penso nisso como se todos estivéssemos atuando em um teatro. Todos se envolvem bastante, a maioria até demais, e atuamos por tanto tempo que muitos esquecem que é apenas um teatro, e a fina máscara de plástico usada para interpretar seu personagem acaba se tornando uma espessa máscara de madeira. Onde quero chegar com tudo isso?
A felicidade que nos é imposta está, obviamente, ligada ao consumismo. Então por que muitos, ao alcançarem a riqueza material, não se tornam plenamente felizes? O teatro os envolve tanto, que esquecem quem realmente são, e acabam por não conseguir mais tirar a máscara, mas o seu verdadeiro eu não deixou de existir. Existem os poucos que sempre usarão a fina máscara de plástico, pois não permitem que o teatro roube sua identidade. Existem também aqueles que nasceram para atuar, e esses realmente encontram sua felicidade em dinheiro.
Bom, com isso quero dizer que é necessário encontrar o equilíbrio entre ''ir com a maré'' e não se deixar ser levado pela mesma. Não podemos nos perder e reprimir tudo aquilo que outros julgam errado, mas precisamos realmente de uma generosa dose de ''ir com a maré''. Afinal, se ficarmos questionando tudo e todos não conseguiremos viver em sociedade, ficaremos loucos e insuportáveis.
Não estou dizendo para ficarem pensando a cada momento se aquilo realmente é felicidade, se aquilo realmente é você e essas viadagens. Vivam aquele momento da forma que for te fazer feliz, e pode ter certeza de que ficar se questionando o tempo todo NÃO vai te fazer feliz. Só digo isso para que de vez em quando, eventualmente, pensem por um minutinho sobre isso, se não estão se deixando levar demais, e se isso não vai te foder depois.
Acho que já deu por hoje. Sinto que este post está parecido com algum outro... Mas enfim, só quero reforçar novamente que é REALMENTE NECESSÁRIO viver em sociedade e seguir suas regras, mas é também importante encontrar o equilíbrio entre a sua mente e aquilo que lhe é imposto.
~Death~
''Dinheiro não traz felicidade'' mas será mesmo? Acredito que dependa muito da pessoa. Conforme já foi dito aqui no blog várias vezes, somos muito influenciados pelo meio em que vivemos. Quando eu era menor, eu tinha uma ideia de mundo já se formando, e quando cresci, me deparei com uma realidade completamente diferente daquela que eu acreditava ser real. As noções de felicidade, de costumes e de como reagir em certas situações foram totalmente distorcidas.
Assim, se você acredita em algo como sendo felicidade mas a sociedade te impõe algo diferente, você tem que ''ir com a maré''. Penso nisso como se todos estivéssemos atuando em um teatro. Todos se envolvem bastante, a maioria até demais, e atuamos por tanto tempo que muitos esquecem que é apenas um teatro, e a fina máscara de plástico usada para interpretar seu personagem acaba se tornando uma espessa máscara de madeira. Onde quero chegar com tudo isso?
A felicidade que nos é imposta está, obviamente, ligada ao consumismo. Então por que muitos, ao alcançarem a riqueza material, não se tornam plenamente felizes? O teatro os envolve tanto, que esquecem quem realmente são, e acabam por não conseguir mais tirar a máscara, mas o seu verdadeiro eu não deixou de existir. Existem os poucos que sempre usarão a fina máscara de plástico, pois não permitem que o teatro roube sua identidade. Existem também aqueles que nasceram para atuar, e esses realmente encontram sua felicidade em dinheiro.
Bom, com isso quero dizer que é necessário encontrar o equilíbrio entre ''ir com a maré'' e não se deixar ser levado pela mesma. Não podemos nos perder e reprimir tudo aquilo que outros julgam errado, mas precisamos realmente de uma generosa dose de ''ir com a maré''. Afinal, se ficarmos questionando tudo e todos não conseguiremos viver em sociedade, ficaremos loucos e insuportáveis.
Não estou dizendo para ficarem pensando a cada momento se aquilo realmente é felicidade, se aquilo realmente é você e essas viadagens. Vivam aquele momento da forma que for te fazer feliz, e pode ter certeza de que ficar se questionando o tempo todo NÃO vai te fazer feliz. Só digo isso para que de vez em quando, eventualmente, pensem por um minutinho sobre isso, se não estão se deixando levar demais, e se isso não vai te foder depois.
Acho que já deu por hoje. Sinto que este post está parecido com algum outro... Mas enfim, só quero reforçar novamente que é REALMENTE NECESSÁRIO viver em sociedade e seguir suas regras, mas é também importante encontrar o equilíbrio entre a sua mente e aquilo que lhe é imposto.
~Death~
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Confissões de um feio
Tenho pensado muito sobre o assunto "Beleza" recentemente, por que é de fato intrigante. Pense bem: Desde pequeno você é tachado devido ao seu grau de beleza. Logo no primário os(as) bonitos(as) já tem suas "namoradinhas"e seus vários amigos, enquanto este ou aquele fica meio de escanteio por não ser "aquela Brastemp". Mas o que eu quero dizer é que isso se dá naturalmente, ninguém diz á criança para excluir/ser amigo desse ou daquele, ele faz isso espontâneamente. E á partir disso vem a parte do molde: Cada um se encaixa perfeitamente no modo que é determinado ainda na infância. Os feios que foram excluídos geralmente buscam atividades que possam ficar quietos e desempenhar sozinhos como ler, desenhar e jogar videogame, e os "bonitões cheio de amigos" seguem atividades como esportes, sair com os amigos e etc. E o mais esquisito de pensar é que todos se adequeam, e ninguém procura "se rebelar" contra isso, pois não há um porque de o fazer, afinal, eles se encaixam perfeitamente no molde feito pelos outros. E isso é realmente bizarro de se pensar.
domingo, 13 de outubro de 2013
Altruísmo de Facebook
Recentemente eu participei de um trabalho voluntário organizado pela minha escola e foi ai que descobri como o ser humano é uma criatura hipócrita de forma inusitada.
Pois bem: O projeto da escola chama-se "Matemática Social", onde (como é possível inferir) vamos a uma escola pública em um bairro pobre e passamos uma tarde ensinado matemática á crianças pequenas de uma forma bem lúdica, através de jogos e brincadeiras. Eu admito que nunca fui muito fã de projetos de caridade, não sei por que, mas acho que é pelo fato de eu não gostar muito de pessoas e achar que todas são irritantes. Ai você leitor (se é que alguém lê isto aqui) deve estar pensando: "Que mesquinho! Desculpa barata para não ajudar quem precisa!". Mas era verdade, eu não curtia muito a ideia. Mas de toda a forma eu fui naquela tarde de quarta-feira até a escola pública. Mas antes mesmo de chegarmos lá, algumas pessoas de um grupo de amigos engajados com este tipo de ação, começaram a discutir sobre o fato de, muitas pessoas que estavam indo também, não terem "Coração Bom" ou "Estarem indo só pela nota"(Nota adicionada a matéria de matemática para aqueles que participassem). Eu acredito que realmente algumas pessoas estavam indo só pela nota, mas pelo que soube de um amigo organizador do movimento, as pessoas estavam realmente preocupadas com a causa até nas piores salas da escola (aquelas em que só tem os repetentes que não ligam pra nada além de mulher, festa e academia). Então você, leitor puritano que se diz a "Reencarnação de Madre Teresa de Calcutá", mas que julga o outro sem conchecê-lo, pega aquele troco a mais que a moça do caixa te dá e faz piada deste ou daquele por ser diferente nisto ou naquilo, seu lugar está guardado. Guardado no Inferno (Se você acredita neste tipo de coisa).
Mas onde o facebook entra nessa história? Bom, após voltarmos da escola naquela tarde, quando fui checar meu facebook, havia milhares de imagens com textos enormes falando sobre a experiência de ter "mudado vidas" e outras baboseiras. Não quero ser rude, insensível, chato e nem desmerecer a ação muito bonita feita. Mas pera um pouco! Ficamos naquela escola apenas 2 horas. Foram só 2 horas não 2 anos no "Médico Sem Fronteiras" na África. Esses caras sim podem escrever textos na internet, dizendo que estão mudados e que fizeram bem a humanidade, mas eles raramente o fazem. Não fazem porque não querem provar nada a ninguém, nem muito menos ganhar "um curtir"da tia-avó pentelha. Eles não querem medalhas, ou méritos. O mérito já lhes foi concedido ao ajudar aquelas pessoas sem esperar NADA em troca. Absolutamente NADA.
Encerro este texto dizendo que no final das contas eu gostei de fazer o trabalho voluntário, e pretendo fazer mais disto. Mas não pra publicar no facebook esperando "opções curtir". Esperarei "muito nada".
Pois bem: O projeto da escola chama-se "Matemática Social", onde (como é possível inferir) vamos a uma escola pública em um bairro pobre e passamos uma tarde ensinado matemática á crianças pequenas de uma forma bem lúdica, através de jogos e brincadeiras. Eu admito que nunca fui muito fã de projetos de caridade, não sei por que, mas acho que é pelo fato de eu não gostar muito de pessoas e achar que todas são irritantes. Ai você leitor (se é que alguém lê isto aqui) deve estar pensando: "Que mesquinho! Desculpa barata para não ajudar quem precisa!". Mas era verdade, eu não curtia muito a ideia. Mas de toda a forma eu fui naquela tarde de quarta-feira até a escola pública. Mas antes mesmo de chegarmos lá, algumas pessoas de um grupo de amigos engajados com este tipo de ação, começaram a discutir sobre o fato de, muitas pessoas que estavam indo também, não terem "Coração Bom" ou "Estarem indo só pela nota"(Nota adicionada a matéria de matemática para aqueles que participassem). Eu acredito que realmente algumas pessoas estavam indo só pela nota, mas pelo que soube de um amigo organizador do movimento, as pessoas estavam realmente preocupadas com a causa até nas piores salas da escola (aquelas em que só tem os repetentes que não ligam pra nada além de mulher, festa e academia). Então você, leitor puritano que se diz a "Reencarnação de Madre Teresa de Calcutá", mas que julga o outro sem conchecê-lo, pega aquele troco a mais que a moça do caixa te dá e faz piada deste ou daquele por ser diferente nisto ou naquilo, seu lugar está guardado. Guardado no Inferno (Se você acredita neste tipo de coisa).
Mas onde o facebook entra nessa história? Bom, após voltarmos da escola naquela tarde, quando fui checar meu facebook, havia milhares de imagens com textos enormes falando sobre a experiência de ter "mudado vidas" e outras baboseiras. Não quero ser rude, insensível, chato e nem desmerecer a ação muito bonita feita. Mas pera um pouco! Ficamos naquela escola apenas 2 horas. Foram só 2 horas não 2 anos no "Médico Sem Fronteiras" na África. Esses caras sim podem escrever textos na internet, dizendo que estão mudados e que fizeram bem a humanidade, mas eles raramente o fazem. Não fazem porque não querem provar nada a ninguém, nem muito menos ganhar "um curtir"da tia-avó pentelha. Eles não querem medalhas, ou méritos. O mérito já lhes foi concedido ao ajudar aquelas pessoas sem esperar NADA em troca. Absolutamente NADA.
Encerro este texto dizendo que no final das contas eu gostei de fazer o trabalho voluntário, e pretendo fazer mais disto. Mas não pra publicar no facebook esperando "opções curtir". Esperarei "muito nada".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Sistema de ensino
Vou falar um pouco do sistema de ensino escolar, assunto que tenho pensado bastante recentemente. Pois bem:
Estou no segundo ano do ensino médio, á apenas um ano e seis meses de me formar, e olha que alívio é saber disto! Bom, deves estar pensando, qualquer adolescente estaria feliz certo? Sim, certo. Mas ai que está o problema. Problema? Sim temos um problema sério ai, e ele é o de que nenhuma criança, adolescente, e até mesmo adultos, não gostam nenhum pouco de estudar. Mas porque isto acontece? Por que odiamos tanto a escola e torcemos para que acabe logo? Talvez seja porque a escola sugue, até o fim, a nossa sede por conhecimento, nos ensinado coisas sobre as quais não estamos interessados e nem pedimos para aprender, por exemplo, quantas vezes você já não se indagou: Puxa, que matéria chata! Por que tenho que aprender isto ou aquilo? Dúvido que usarei algum dia na vida!.
Aqui vai uma aulinha de história básica sobre a escola: O modelo escolar conhecido e utilizado por nós e todo o mundo foi criado na Prússia por volta de 1890-1900, e ele se baseava no modelo das fábricas, ou seja, horários regrados divididos por alarme, pensado no coletivo e não específico para cada um e todos aprendem e fazem tudo ao mesmo tempo. Mas por que isso? Bom, o governo da época precisava de pessoas com conhecimentos, ao menos básicos, para trabalharem nas diversas fábricas do país, porém, não existiam muitos trabalhadores qualificados, pois a maioria da população era analfabeta e só os ricos tinham dinheiro para pagar tutores (Professores particulares que descobriam qual era o talento individual de cada um e faziam aulas baseadas nisso), portanto o governo precisava de uma forma rápida e fácil de ensinar grandes contingentes de pessoas, e assim nasceu a instituição moderna da escola.
Em suma, podemos dizer que a escola mata a criatividade, a sede por saber e estimula a competitividade exacerbada em detrimento da cooperatividade desde o príncipio.
Há também uma negligência da escola pelas ciências humanas em comparação com as exatas, e eu digo isso por experiência própria, afinal, eu tenho 1 aula de filosofia por semana e 7 de matemática. Ah! e quando se ingressa no ensino médio, as aulas de arte simplesmente DESAPARECEM! "Ah você gosta de arte, filosofia, sociologia, história, música, dança? FODA-SE! Ninguém liga!! E o pior de tudo é que eles tomam as mentes dos alunos também, pois os professores e pais dizem que filósofos, artistas, poetas, etc, são todos loucos ou "maconheiros". Ninguém quer um filho que cursa música ou filosofia na faculdade, todos os pais querem engenheiros, advogados, médicos e físicos. Infelizmente, são poucos os que tem coragem de admitir que gostam de filosofia, música, arte e que querem seguir suas vidas fazendo isso. Em complemento análogo, vejam o post do Death "Faça valer a pena".
A única coisa que quero agora é terminar a escola e ir pra faculdade, que considero um novo e melhorado começo, pois terei a possibilidade de fazer o que quiser cercado de pessoas que também estão ali pelo mesmo motivo: saciar sua sede de conhecimento de um determinado assunto sem preconceitos disto ou daquilo.
Por este assunto me irritar de forma profunda, acho melhor não me estender mais e acabar fugindo do tópico, mas deixo alguns vídeos que complementam o assunto:
http://www.youtube.com/watch?v=icfOU4VF0aQ
http://www.youtube.com/watch?v=n9KeDTMEYSE
Estou no segundo ano do ensino médio, á apenas um ano e seis meses de me formar, e olha que alívio é saber disto! Bom, deves estar pensando, qualquer adolescente estaria feliz certo? Sim, certo. Mas ai que está o problema. Problema? Sim temos um problema sério ai, e ele é o de que nenhuma criança, adolescente, e até mesmo adultos, não gostam nenhum pouco de estudar. Mas porque isto acontece? Por que odiamos tanto a escola e torcemos para que acabe logo? Talvez seja porque a escola sugue, até o fim, a nossa sede por conhecimento, nos ensinado coisas sobre as quais não estamos interessados e nem pedimos para aprender, por exemplo, quantas vezes você já não se indagou: Puxa, que matéria chata! Por que tenho que aprender isto ou aquilo? Dúvido que usarei algum dia na vida!.
Aqui vai uma aulinha de história básica sobre a escola: O modelo escolar conhecido e utilizado por nós e todo o mundo foi criado na Prússia por volta de 1890-1900, e ele se baseava no modelo das fábricas, ou seja, horários regrados divididos por alarme, pensado no coletivo e não específico para cada um e todos aprendem e fazem tudo ao mesmo tempo. Mas por que isso? Bom, o governo da época precisava de pessoas com conhecimentos, ao menos básicos, para trabalharem nas diversas fábricas do país, porém, não existiam muitos trabalhadores qualificados, pois a maioria da população era analfabeta e só os ricos tinham dinheiro para pagar tutores (Professores particulares que descobriam qual era o talento individual de cada um e faziam aulas baseadas nisso), portanto o governo precisava de uma forma rápida e fácil de ensinar grandes contingentes de pessoas, e assim nasceu a instituição moderna da escola.
Em suma, podemos dizer que a escola mata a criatividade, a sede por saber e estimula a competitividade exacerbada em detrimento da cooperatividade desde o príncipio.
Há também uma negligência da escola pelas ciências humanas em comparação com as exatas, e eu digo isso por experiência própria, afinal, eu tenho 1 aula de filosofia por semana e 7 de matemática. Ah! e quando se ingressa no ensino médio, as aulas de arte simplesmente DESAPARECEM! "Ah você gosta de arte, filosofia, sociologia, história, música, dança? FODA-SE! Ninguém liga!! E o pior de tudo é que eles tomam as mentes dos alunos também, pois os professores e pais dizem que filósofos, artistas, poetas, etc, são todos loucos ou "maconheiros". Ninguém quer um filho que cursa música ou filosofia na faculdade, todos os pais querem engenheiros, advogados, médicos e físicos. Infelizmente, são poucos os que tem coragem de admitir que gostam de filosofia, música, arte e que querem seguir suas vidas fazendo isso. Em complemento análogo, vejam o post do Death "Faça valer a pena".
A única coisa que quero agora é terminar a escola e ir pra faculdade, que considero um novo e melhorado começo, pois terei a possibilidade de fazer o que quiser cercado de pessoas que também estão ali pelo mesmo motivo: saciar sua sede de conhecimento de um determinado assunto sem preconceitos disto ou daquilo.
Por este assunto me irritar de forma profunda, acho melhor não me estender mais e acabar fugindo do tópico, mas deixo alguns vídeos que complementam o assunto:
http://www.youtube.com/watch?v=icfOU4VF0aQ
http://www.youtube.com/watch?v=n9KeDTMEYSE
sábado, 20 de julho de 2013
Faça valer a pena
Ando pensando muito sobre a vida. ''O que é estar vivo''?'' porque estou aqui''? ''Estou fazendo minha vida valer a pena?'' são perguntas que você provavelmente já se fez.
Acredito que finalmente cheguei a uma conclusão sobre o porque eu, apesar de gostar de aprender, ainda não gosto de estudar. Se olho para a minha frente, vejo um futuro chato, repetitivo, rotineiro. Um futuro que está centrado apenas em satisfazer o mundo capitalista e ganhar dinheiro. Mas é isso que eu quero para o meu futuro? Trabalhar 8 horas por dia na mesma merda de trabalho somente para ganhar dinheiro o suficiente para viver confortavelmente insensível ao mundo ao meu redor? Somos ensinados a competir, a ser melhor do que o outro, e nada mais. Bom, estou levando para o lado de sociologia, e essa não é a minha ideia, então voltando..
''Fazer a vida valer a pena''... você ja ouviu isso várias vezes, e provavelmente continua sentado ai no seu computador, fazendo o de sempre. Por que o tempo passa tão rapido? ''o ano passa voando'', ta ai outra frase bem comum. Sim, nossa percepção do que chamamos de tempo é relativa. Mas pense agora por um minuto. Pense em um período de tempo da sua vida bem curto (feriado ou ferias). Uma viagem para um lugar diferente por exemplo. Você deve se lembrar de pelo menos 90% dos dias, talvez não inteiros, mas você lembra, mesmo que passem rápido. Agora pense no ano letivo na escola, ou nos dias uteis no trabalho. Você lembra de... 40% dos dias?
Pois é, estamos presos a uma rotina, todo dia é igual. A vida não é marcante, é monótona. Sim, pode ser diferente com um relacionamento amoroso por exemplo, mas no geral, ela é.
Não digo para deprimir ninguém não!!muito pelo contrário! para encorajá-los à fazer cada dia valer a pena, mesmo nas pequenas coisas da vida. Não se prenda a dogmas, a conselhos, a nada. Permita sua felicidade, o céu é o limite...
Não digo para deprimir ninguém não!!muito pelo contrário! para encorajá-los à fazer cada dia valer a pena, mesmo nas pequenas coisas da vida. Não se prenda a dogmas, a conselhos, a nada. Permita sua felicidade, o céu é o limite...
Sigam seus sonhos, busquem sua felicidade aonde quer que ela se encontre...
~Death~
Deixo vocês co um poema, não é meu, não sei de quem é, achei na internet e me inspirei a fazer o post:
''Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece
Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilhos dos
Olhos e os corações aos tropeços
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com seu trabalho, ou amor
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...''
_________________________________________________________________________________
Dizem que esse poema foi escrito pelo chileno Pablo Neruda, mas existem controvérsias, já que várias versões um pouco diferentes circulam na Internet... O importante é que a mensagem é válida em todas elas...
''Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece
Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilhos dos
Olhos e os corações aos tropeços
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com seu trabalho, ou amor
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...''
_________________________________________________________________________________
Dizem que esse poema foi escrito pelo chileno Pablo Neruda, mas existem controvérsias, já que várias versões um pouco diferentes circulam na Internet... O importante é que a mensagem é válida em todas elas...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Vasto Mundo
Sabe aquela tarde de sol em que você está numa situação tão agradável que você simplesmente se deixa? Deixa seus pensamentos irem longe, por que você não tem nada em mente, nada te preocupa, por que tudo se resume ao aqui e agora e nada mais.
Andei pensando nisso pois recentemente ganhei um livro do Rubem Alves chamado "Do Universo á Jabuticaba" e de cara não entendi o título, mas depois que pensei a respeito consegui entender o que ele quis dizer, e é exatamente isso que mencionei no começo, ás vezes as menores coisas - do tamanho de uma jabuticaba- podem trazer tamanho prazer, liberdade, paz e felicidade, mas que não são nada comparadas ao tamanho do universo que o cerca, mas este fato simplesmente não o preocupa, pois estes momentos de puro êxtase que a vida pode lhe proporcionar fazem ela valer a pena, e como fazem! E ai você pensa: "É para isto que estou aqui, nada de missões de vida, compromissos, dores de cabeça, apenas este momento aqui e agora, para sempre!"
Andei pensando nisso pois recentemente ganhei um livro do Rubem Alves chamado "Do Universo á Jabuticaba" e de cara não entendi o título, mas depois que pensei a respeito consegui entender o que ele quis dizer, e é exatamente isso que mencionei no começo, ás vezes as menores coisas - do tamanho de uma jabuticaba- podem trazer tamanho prazer, liberdade, paz e felicidade, mas que não são nada comparadas ao tamanho do universo que o cerca, mas este fato simplesmente não o preocupa, pois estes momentos de puro êxtase que a vida pode lhe proporcionar fazem ela valer a pena, e como fazem! E ai você pensa: "É para isto que estou aqui, nada de missões de vida, compromissos, dores de cabeça, apenas este momento aqui e agora, para sempre!"
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Frases para reflexão
Também postarei aqui algumas frases para reflexão e discussão. Aqui está a primeira:
"Menosprezar-me, não; pois não sou pobre. Pobre é aquele que tem apenas desejos materiais"- Leonardo da Vinci
Esta frase é de certo de um autor "incomum" à filosofia, pois Leonardo da Vinci, apesar de ter sido uma das grandes mentes da época moderna, não é conhecido por trabalhos de cunho filosófico mas de outras áreas. De toda forma, esta frase sintetiza um conceito muito importante, principalmente para a sociedade capitalista que vivemos hoje em dia. Ela diz que pobre é aquele que tem apenas desejos materiais - fato muito comum na sociedade em todas as épocas- e que ele, Da Vinci, não é pobre, ou seja, ele tem um espírito "rico"- rico em felicidade, alegria e outros desejos que muitos acabam esquecendo em detrimento do dinheiro, da fortuna que nada agrega ao espírito.
É óbvio que o dinheiro traz felicidade, mas é uma felicidade diferente da mencionada por Da Vinci, é uma felicidade do sistema capitalista que tem como objetivo a aquisição de bens materiais afinal, convenhamos, quem não quer ser rico? Ter muito dinheiro, mansões, iates, etc. Ter isso é bom. Muito bom. Ele (dinheiro) é o principal elemento na vida capitalista, ele exerce um grande poder, mas que não é absoluto. E ai que se encontra o X da questão que Da Vinci propôs: Tome cuidado para não correr atrás da pequena e insignificante pepita de ouro quando a real mina, que te trará a real felicidade, está bem debaixo do seu nariz.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Influências
Influências
Quem é você? Quem somos nós? Porque somos como somos? O que
faz de você, você?
Você já deve ter
feito essas perguntas a si mesmo. Esse é o proposito deste post, refletir sobre
o que e porque somos.
O ser humano tem, por
natureza, a necessidade de se assemelhar aos seus iguais, e fazer parte de uma
unidade maior, a que chamamos de sociedade. Tomando como ponto de partida este
pensamento, podemos afirmar que somos
produtos do meio, sendo impossível atingir a individualidade absoluta? Se pensarmos
assim realmente somos só um produto do meio, mas e quanto às nossas
individualidades e nossas particularidades? Elas nada representam perante a
sociedade em que vivemos? Gostaria de explicar isso com uma experiência que eu
tive.:
Meus pais são religiosos. Não extremamente ortodoxos ou
radicais mas sempre zelaram por sua religiosidade. Logo fui criado com ideais
cristãos como céu e inferno, pecados capitais, etc. E desses dogmas da igreja
que me foram impostos, o que mais eu lembro era o medo que eu sentia, medo de
ir para o inferno por comer mais um pedaço de carne no almoço (gula) e de ficar
sem fazer nada durante a tarde de sexta - feira ( preguiça). Mas também não
devo ser injusto com meus pais pois eles não ficavam martelando minha mente com
esses assuntos sobre pecados capitais, mas era algo que me ocorria com certa
frequência, principalmente a parte de ir para o inferno – coisa que me
arrepiava os cabelos só de pensar. Portanto eu nunca fui uma criança “arteira”-
como diz minha avó – Eu não fazia nada errado porque eu tinha medo de errar, de
falhar e ter de sofrer para sempre no inferno. Sim no inferno. Mas eu cresci e
mudei, pensei diferente, abri minha mente para novas ideias e teorias e agora
me sinto mais livre para VIVER de um modo geral – sem pensar que eu vou pro
inferno a todo momento.
O que concluo disto é que você é total e absolutamente
influenciado pelo meio em que vive ATÉ a hora em que você se torna consciente
de seus atos e tem capacidade de formular suas próprias ideias e teorias sobre
os assuntos, ou seja, tem uma opinião formada sobre ele, e não é simplesmente
exposto a um determinado tema sem ter um conhecimento aprofundado do mesmo.
E, voltando ao meu exemplo, hoje eu consigo ver isso com
clareza: me bastava um simples empurrão(o conhecimento mais aprofundado), para
eu compreender quem eu realmente era.
Também podemos dizer que uma criança é muito conveniente,
afinal os pais a moldam como quiserem, pois ela não conhecerá outra realidade e
para ela o que lhe mostrarem será a verdade até que o contrário seja provado –
e este é o que eu considero o ponto chave para descrever este “sistema de
influências”, ou seja, você nunca é você até começar a analisar de forma
crítica o mundo em que vive. Então o que proponho é que você reflita sobre o
que te aflige na vida e tente determinar o que é uma simples influência
(determinada por alguém que não necessariamente conhece você) e quem é VOCÊ.
Sim você. Não quem é a influência que você vive ou o papel que não te
representa de verdade, mas sim o real você, o que te representa de verdade –
independentemente de quem ele irá abalar ou magoar.
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